| academismo a ser contestado. Naquela época só temos, nos palcos, a gostosa ingenuidade de Gastão Tojeiro e, uns poucos anos depois, como prenúncio de novos tempos, o Teatro de Brinquedo de Álvaro Moreyra, autor de “Adão, Eva, e outros membros da Família”, exemplo claro da influência do expressionismo alemão. Já no anos 30 aparecem, por exemplo, a suposta e ingênua conscientização política de “Deus Lhe Pague” e a dramaturgia um pouco mais sofisticada de Oduvaldo Vianna, cuja comédia “Amor” já tem uma estrutura bastante elaborada, enquanto sem dúvida o nível da interpretação melhora muito com a Cia. Dulcina-Odilon no teatro profissional de bulevar, principalmente depois da visita que o casal fez à Broadway e viu o cuidado com que mesmo o teatro comercial era apresentado. Enquanto isso, vários movimentos amadores marcam presença tanto no Rio quanto em São Paulo. Aqui no Rio, basta que falemos na criação do Teatro do Estudante do Brasil, pela mão do entusiasmo de Paschoal Carlos Magno, com o “Romeu e Julieta” de 1938, no qual nasceram as bem sucedidas carreiras de Paulo Porto e Sonia Oiticica; e finalmente, em 39, temos o determinante nascimento, graças ao entusiasmo de um grupo muito influenciado pela cultura francesa, e que sonhava com um bom teatro no Brasil: foram “Os Comediantes”. Quando uma comissão de integrantes desse grupo foi procurar o francês Louis Jouvet que, fugindo do domínio nazista na Europa, aqui organizou sua companhia para angariar fundos para o movimento da França Livre, teriam ele, talvez, a intenção, de obter a colaboração direta dele na realização de seus espetáculos, mas o que receberam do célebre ator foi o conselho de que, se queriam melhorar o teatro brasileiro, tinham o dever de procurar autores |