TEATRO GREGO

O aspecto mais difícil do teatro grego é justamente chegarmos a aceitá-lo pura e simplesmente pelo que ele é: teatro excelente. Os vinte e cinco séculos que nos separam da pequena coleção de peças que representa para nós, hoje em dia, o que foi o teatro grego, criou uma aura de reverência que muitas vezes atrapalha a apreciação de uma obra tanto quanto o faria a total irreverência.

Para podermos visualizar, então, o teatro grego como teatro mesmo, vamos começar um pouco por suas características exteriores: o teatro, a ocasião dos espetáculos, o tipo de encenação e, muito limitadamente, os atores. Sobre as peças em si e seus autores só falaremos depois de estarem esclarecidos os outros elementos.

Quando se fala em teatro grego fala-se de modo geral a respeito do sec V AC, e o teatro que vou descrever, e cuja planta vou mostrar, já é o teatro vamos dizer em sua maturidade, já definido e consagrado, já do final do sec V: não se trata de nenhum teatro em particular mas sim de um teatro ideal, baseado nas informações colhidas no teatro de Dyonisos em Atenas e o de Epidauro.

Quando o espectador chegava ele entrava pelo PARODOS, que era também usado para a entrada do coro. No THEATRON ou KOILON ele subia pelas escadas (KLIMAKES) até uma das seções de lugares chamadas KERKIS. Enquanto procurava o seu lugar, é possível que desse uma volta e conversasse com os amigos no DIAZOMA,

 
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