| A NAMORADINHA DO BRASIL Barbara Heliodora Não é de hoje que a síndrome de mãe de miss é motivo de chacotas, assim como o culto atual do sucesso, para o qual agora já estão sendo aceitos 15 segundos. No entanto, depois do gostoso “Desesperados”, Fenando Ceylão regride para uma dramaturgia rotineira, com um tipo de humor preso ao passado, mais do que prometendo um futuro, ao escrever sobre a tola mãe obcecada por um sonhado sucesso alucinante da filha, sem a força e a alegria do texto anterior. Em “Namoradinha do Brasil” tudo depende de uma única idéia, que se repete mas não se amplia ou se renova: a mãe obcecada tem uma amiga (péssima) conselheira, manda a filha entrar para um curso que leva caras novas para a televisão, tem um desapontamento atrás do outro, não desiste e começa exatamente a mesma coisa de novo. |