| NÓS DO MORRO INFELIZMENTE TROPEÇA Barbara Heliodora Está em cartaz no Teatro Villa-Lobos o novo espetáculo do grupo Nós do Morro, “Carmen de Tal”, um texto criado por Luiz Paulo Corrêa e Castro inspirado nos trabalhos de Prosper Mérimée e Georges Bizet. Chamado de adaptação pelo autor, o texto agora em cartaz se afasta e muito de suas famosas fontes e origina um espetaculo confuso e precário, que acaba sendo apenas um amontoado de cenas sem maior continuidade, onde Luiz Paulo agregou à história original novas ações (como a de um “pastor” que distribui terços e ouve confissões...). Para ser fiel ao que imita, há um toureiro em cena, mas, por outro lado, há também um marido para Carmen, deixando o primeiro sem função até ser trazido à cena novamente no fim, quando Don José já matou o marido, mas nem por isso tendo deixando de beber cada vez mais. A introdução dos conflitos no morro pelo domínio da área, que substitui os contrabandistas originais, é mal conduzida, e cada elemento do todo fica isolado dos outros, sem compor uma trama coerente. Os diálogos são de um primarismo que prejudica qualquer possibilidade de boa transposição cênica, como fica comprovado pelo espetáculo em cartaz. De ópera de Bizet, há poucos trechos bem aproveitados por Daniel Belquer, com resultado interessante, vital, e até |