A montagem brasileira é exemplar, com os bons cenários de Marcelo Larrea e Chris Aizner muito bem executados, e os ótimos figurinos de Emilia Duncan e Marcelo Lopes, tudo muito bem iluminado por Wagner Freire. A direção musical é de Miguel Briamonte (executada por ótimo conjunto regido por Carlos Bauzys), tudo com a surpercisão de Cláudio Botelho. E impecável é a recriação de Alonso Barros para a coreografia de Bob Fosse, que inclui um alegre momento de samba no pé.  A direção-geral é de Charles Möller, que equilibra a modéstia dos diálogos falados com a exuberância da dança e cria bem o universo das “dançarinas de aluguel”.

Claudia Raia explora suas qualidades de dançarina

“Sweet Charity” é a realização de um sonho acalentado durante anos por Claudia Raia, que compensa com uma dose de humor autocrítico o conflito entre seu físico e o personagem,por quem ela obviamente tem imenso carinho, e tem oportunidade para explorar ao máximo suas altas qualidades de dançarina. Marcelo Médici é um Oscar Lindquist simpático, Ricca Barros está adequadamente vaidoso como Vittorio, Marcelo Pereira corretamente mau caráter e Edson Montenegro defende seu Daddy.  KATIA Barros e Renata Villela estão muito bem como Nickie e Helene, mas é indispensável dizer que Bruno Kimura, Carol Mariottini, Ciça Simões, Daniel Nunes, Estela Ribeiro, Floriano Nogueira, Hélcio Mattos, Keila Fuke, Klenio Casarini, Liana Melo, Luciana Bollina, Luiz Pacini, Paula Gelly, Priscila Sanches, Renato Bellini, Rodrigo Vicente, Thiago Jansen e Vanessa Costa são, junto com Claudia Raia, responsáveis pelo melhor de “Sweet Charity”, que são os grandes números de dança, impecável e brilhantemente executados.

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