| A DOCE BARBARA Beatriz Veloso, do Rio Revista Época - 14/07/2003 O primeiro trabalho de Barbara Heliodora no teatro (oi uma participação em Chapeuzinho Vermelho, em 1957. "Eu fazia papel de árvore" ,lembra. Por trás da cândida fantasia havia uma mulher inteligente, de bons estudos e firme nas opiniões. Suas idéias começaram a ser conhecidas no ano seguinte, quando estreou na profissão que exerce até hoje, a de crítica teatral. Às vésperas de completar 80 anos (o aniversário é em 29 de agosto), ela é vista por muitos como o lobo mau das artes cênicas: pega diretores e atores para fazer mingau. Mas a reputação de brava fica restrita aos textos ácidos e severos. Longe da arena de egos do teatro, Barbara é uma senhora tranqüila. Vive num casarão no bairro do Cosme Velho, cercada por 2 mil livros, um cão chamado Toco - e sua nova paixão é o primeiro bisneto, Pedro. A fama, há que dizer, é merecida. Há 11 anos trabalhando no jornal carioca O Globo, tendo antes passado pelo Jornal do Brasil, Barbara pode mesmo ser muito dura (leia o quadro abaixo). "Vejo tanta coisa ruim, e não sou obrigada a dizer que gosto", justifica. O resultado são inimizades conquistadas ao longo dos anos. O diretor Ulisses Cruz não a tolera. A atriz Marília Pêra reclama do tom iracundo. "Ela escreve de forma violenta e desrespeitosa", diz. "O ideal seria ter outros críticos no mesmo jornal, mais jovens e arejados, para que as opiniões não sejam tão previsíveis." Gerald Thomas já brigou muito com ela, mas foi quase conquistado. "Barbara destrói o que vê |