permanecido fiel desde a sua juventude. O que não a impediu, é bom que se diga, de diversificar ao máximo as ,suas atividades ligadas, ao teatro, que abrangem a crítica jornalística (indusive, durante vários anos, no JB), a crítica ensaística (em várias revistas nacionais e estrangeiras), uma atuação marcante como diretora do Serviço Nacional de Teatr(de 1964 a 1967), a encenação de vários espetáculos (shakespearianos ou não), tradução de inúmeros livros sobre teatro e peças teatrais (shakespearianas ou não), dezenas de conferências e cursos avulsos, além de uma permanente atuação no ensino. Atualmente, Bárbara leciona Literatura Dramática e História do Teatro na. Escola de Teatro da FEFIEG, e ministra cursos monográficos em nível de pós-graduação na Universidade de São Paulo, sendo que o curso deste semestre é totalmente dedicado a Rei Lear, como o do semestre anterior foi dedicado a Hamlet. Barbara já teve também algumas experiências como atriz, a primeira das quais altamente sintomática: muito jovem ainda, ela fez a sua estréia no elenco do Teatro do Estudante do Brasil, interpretando de saída nada menos do que a Rainha de Hamlet, papel posteriormente assumido por Cacilda Becker. Embora não goste muito de relembrar a sua carreira de intérprete, é com uma justificada ponta de orgulho que Bárbara constata ter sido provavelmente a única atriz a ter tido Cacilda como substituta. . .

Quando e como começou o seu interesse por Shakespeare? Desde então o seu estudo do assunto tem sido ininterrupto?
Não posso dizer com muita precisão, mas devia ter uns 12 ou 13 anos quando minha mãe me deu um volume com as obras completas de Shakespeare. Claro que o meu ingIês não dava para mais do que ciscar, um pouco de leve, por trechos famosos e coisas assim. Mas a vantagem de me habituar desde o princípio a ler Shakespeare no original foi tremenda. Aqui, na ,antiga Faculdade Nacional de Filosofia, tive dois ótimos  professores  ingleses,  os

DOUTORA EM SHAKESPEARE pág. 2