| Quais as maiores dificuldades em adaptá-lo
para o português?
Eu não adapto nunca, eu traduzo. Ao contrário, o que eu
faço na minha tradução é tentar ser o mais
fiel possível ao çonteúdo e à forma. Em
um autor como Shakespeare, a forma é muito relevante.
Para mim, isso não é uma questão de teimosia. Eu
acho que a forma foi importante no processo de criação
dele e no produto que ele nos deu finalmente. Então, na medida
do possível, temos de preservá-la.
Quantas traduções a senhora já
fez da obra do autor e quais serão as próximas?
Acho que já fiz umas quatorze traduções shakespereanas,
mas publicadas são menos. Já saíram "A Comédia
dos Erros"; "O Mercador de Veneza"; "Sonho de uma
Noite de Verão"; "Noite de Reis"; "Henrique
V"; "Medida por Medida" e agora "Romeu & Julieta".
Já está preparado para sair, também pela Nova Fronteira,
"Júlio César", que está pronto. Além
disso tem "A Tempestade", que Gabriel Villela e Moacyr Góes
querem montar, e um projeto ainda não concretizado no Paraná,
mas que é uma esperança, da montagem de "A Megera
Domada", que já está traduzida também.
No caso de "Romeu & Julieta", em edição
bilíngue, a senhora não teme críticas à
tradução?
Eu acho que quando a gente faz essas coisas, estamos abertos às
críticas. Quando há objetividade, são extremamente
úteis.
|