É freqüente e natural a tendência a criticar.... as críticas e não aceitar ou se queixar de avaliações negativas da parte dos jornalistas especializados, e particularmente quando se trata da Barbara Heliodora, crítica de teatro respeitada e temida do maior jornal carioca.
Já ouvi muitas vezes , “Ela não pode dizer isso, ela não pode escrever dessa forma, quem é ela para opinar assim...”
Eu acho que ela pode sim !
Primeiro, estamos num país no qual a liberdade de expressão e conseqüentemente da imprensa foi duramente conquistada.
Não existe meia liberdade de expressão.
O jornalista pode e deve escrever da forma que ele bem entender na hora de exercitar sua profissão, respeitando, é claro, as limitações legais que protegem a fama do ser humano.
Sei que é duro para atores, diretores e produções depois de meses de ensaios, de esforços, de luta, de ler que a formadora de opinião de teatro mais lida da cidade não gostou e talvez se expressou com dureza ou às vezes com sarcasmo.
E duro também para a sala de espetáculo que vive do público.
Mas o preço da liberdade da imprensa é este, e, cá entre nos, ninguém reclama quando a crítica é boa.
Tem outro aspecto essencial, independentemente da sagrada liberdade de opinião.
Estou falando do direito moral e cultural e de “julgar”.
Um dia recente, passou na minha mão o currículo vitae da Barbara.
Quem tiver nem metade da sabedoria, do percurso, da experiência, dos espetáculos assistidos ao redor do mundo e da paixão pelo teatro, já poderia se declarar altamente competente e autorizado.....
Por isso, digo : Ela pode !!
Há ! mais uma coisa.... recomendo a todos jantar uma vez com a Barbara....
Ela é divertida, engraçada, bem humorada... et elle cuisine trés bien, palavra de francês !!

Cédric Gottesmann

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