Primeiro quero dizer que é uma honra falar da Barbara. Fui seu aluno no curso de bacharelado em Teatro da UniRio, onde tive a preciosa oportunidade de ser dirigido por ela em 1980, na leitura da peça “Antonio José, ou o Poeta e a inquisição” de Gonçalves de Magalhães. Com seu humor afiado, Barbara me escalou para o papel de Antônio José, o Judeu, dizendo que eu tinha o típico físico perfeito para o papel, detalhe, era uma leitura radiofônica.
No Mestrado em Teatro na UniRio em 1996, tive a sorte de ser seu aluno de novo. Durante um semestre estudamos “Hamlet” de Shakespeare. O estudo terminou com a leitura dramatizada da peça na UniRio, no teatro Villa-Lobos e na UERJ. Recebi a incumbência de ler o atormentado príncipe da Dinamarca. O que posso dizer? Tudo o que sei de Hamlet e de Shakespeare devo a Barbara. Sua paixão ao ensinar é comovente.
Como ator já recebi todo o tipo de criticas da Bárbara: positivas, negativas, estimulantes e arrasadoras. Por mais que eu possa discordar em algum ponto, elas sempre me fazem refletir. Não há como não ouvir a Barbara. Ela respira teatro 24 horas por dia.
Além de toda a sua rica formação intelectual, vasta experiência acadêmica e jornalística é preciso que todos saibam que a temida Barbara Heliodora é uma das pessoas mais divertidas e agradáveis que existem.

 

ISAAC BERNAT

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