Certa vez, perguntada em uma entrevista, se seria uma boa atriz, Barbara declarou que não. Disse que seria péssima, e sentenciou: "O ator tem que ter um grande prazer em pisar no palco. E eu não tenho".
        Nasceu mesmo para a crítica e para a direção. Segundo ela, "É ótimo dirigir espetáculos, e é muito parecido com fazer crítica, pois o trabalho do crítico, até o ponto de compreensão do texto, é muito parecido com o do Diretor".
        Mas Barbara fez alguns trabalhos de atriz, sendo que quando estava encenando "Hamlet" no Teatro dos Estudantes, em 1948, precisou ser substituída no elenco por estar grávida de sua filha, Patricia Bueno que, inclusive, depois veio a se tornar atriz. E, naquela oportunidade, teve o orgulho de ser substituída por ninguém menos que Cacilda Becker, no papel da Rainha Gertrudes.

       Em 1958 começou a frequentar o Tablado onde fez alguns trabalhos como atriz, mas o que chamava mais a sua atenção eram os trabalhos que Maria Clara Machado fazia com os atores nos ensaios das peças. Para Barbara, era fascinante poder fazer a transformação de um texto escrito em uma realidade encenada no palco.
       Aqui, nesta seção, estão algumas peças que ela dirigiu, conseguindo assim, realizar essa magia de transformar em realidade o que está no papel, passando para o público expectador todas as emoções captadas no texto.