O TABLADO
- Grupo de teatro amador fundado em 28 de outubro de 1951, por Maria
Clara Machado e outros intelectuais amantes do teatro da época,
dentre eles, seu pai, Aníbal Machado. Foi conseguida a sala
de espetáculos do patronato da Gávea para a montagem
de espetáculos amadores.
O Tablado trabalhou com peças adultas, mas principalmente
com peças infantis escritas por Maria Clara. Pelo Tablado
passaram nomes conhecidos do público hoje em dia como Miguel
Falabella, Louise Cardoso, Claudia Abreu, Malu Mader, entre muitos
outros. E passou, também , Barbara Heliodora, primeiro como
atriz e depois fazendo críticas dos espetáculos de
lá.
Barbara Heliodora participou
de três montagens do Tablado:
"Chapeuzinho Vermelho" " O Embarque de Noé"
e " A Bruxinha que era boa" todas as três escritas
por Maria Clara, uma grande mestra e amiga de sempre. |
Certa
vez, perguntada em uma entrevista, se seria uma boa atriz, Barbara declarou
que não. Disse que seria péssima, e sentenciou: "O
ator tem que ter um grande prazer em pisar no palco. E eu não tenho".
Nasceu mesmo para a crítica
e para a direção. Segundo ela, "É ótimo
dirigir espetáculos, e é muito parecido com fazer crítica,
pois o trabalho do crítico, até o ponto de compreensão
do texto, é muito parecido com o do Diretor".
Mas Barbara fez alguns
trabalhos de atriz, sendo que quando estava encenando "Hamlet"
no Teatro dos Estudantes, em 1948, precisou ser substituída no
elenco por estar grávida de sua filha, Patricia Bueno que,
inclusive, depois veio a se tornar atriz. E, naquela oportunidade, teve
o orgulho de ser substituída por ninguém menos que Cacilda
Becker, no papel da Rainha Gertrudes.
Em 1958 começou a frequentar o Tablado
onde fez alguns trabalhos como atriz, mas o que chamava mais a sua atenção
eram os trabalhos que Maria Clara Machado fazia com os atores nos ensaios
das peças. Para Barbara, era fascinante poder fazer a transformação
de um texto escrito em uma realidade encenada no palco.
Aqui, nesta seção,
estão algumas peças que ela dirigiu, conseguindo assim,
realizar essa magia de transformar em realidade o que está no papel,
passando para o público expectador todas as emoções
captadas no texto.
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